Os dados consolidados do primeiro trimestre de 2026 mostram que as vendas de veículos usados corresponderam a 3,5 vezes o volume de emplacamentos de zero km: 4.378.062 unidades contra 1.254.696 novos.
Considerando apenas automóveis e comerciais leves, a diferença é ainda maior — 3.204.167 usados ante 596.465 novos, uma proporção que evidencia a força estrutural do mercado de segunda mão no Brasil.
Resiliência do segmento
O presidente da Fenauto, Everton Fernandes, destaca a resiliência do segmento mesmo em um ambiente econômico desafiador. Para ele, o mercado de usados demonstra capacidade de absorver pressões externas e continuar crescendo de forma consistente.
Tendência estrutural
O dado reforça a tendência estrutural de migração do consumidor para o mercado de segunda mão diante da elevação dos preços dos veículos novos. Com o aumento dos custos de produção, impostos e taxas de câmbio, os zero km ficaram cada vez mais distantes do bolso do brasileiro médio.
Especialistas do setor apontam que essa dinâmica deve se manter ao longo de 2026, com o mercado de usados continuando a crescer em volume e em sofisticação — com mais plataformas digitais, maior transparência nas negociações e expansão do crédito para esse segmento.
