O governo do presidente Donald Trump anunciou, em abril de 2026, uma nova prorrogação do cessar-fogo em Gaza, mantendo a pausa nos combates entre Israel e o Hamas que entrou em vigor em janeiro de 2025. Esta é a terceira extensão do acordo desde a data original de encerramento da primeira fase.
O O Negócio Play apresenta a seguir os fatos documentados sobre o acordo, seu histórico e a situação atual, sem posicionamento editorial.
O Que É o Acordo de Cessar-Fogo
O cessar-fogo entre Israel e Hamas foi mediado pelos Estados Unidos, Qatar e Egito e anunciado em 19 de janeiro de 2025. O acordo prevê três fases:
- Fase 1 (42 dias): Pausa nos combates, liberação de 33 reféns israelenses em troca de prisioneiros palestinos e aumento da ajuda humanitária a Gaza
- Fase 2: Negociação para liberação dos reféns restantes e discussão sobre o fim permanente das hostilidades
- Fase 3: Reconstrução de Gaza e eventual acordo político de longo prazo
A Fase 1 foi concluída com a liberação de 33 reféns. A transição para a Fase 2 foi objeto de negociações prolongadas que se estenderam por todo o segundo semestre de 2025 e início de 2026.
O Papel de Trump nas Prorrogações
Desde o retorno de Trump à Casa Branca em janeiro de 2025, a administração americana passou a coordenar ativamente as negociações, com o enviado especial Steve Witkoff como principal interlocutor entre as partes.
A estratégia do governo Trump tem sido a de manter o cessar-fogo ativo por meio de extensões sucessivas enquanto as negociações de Fase 2 avançam em ritmo lento. As prorrogações são anunciadas bilateralmente — com comunicado conjunto ou separado das partes — mediante mediação americana, qatari e egípcia.
O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca confirmou, em nota, que "os Estados Unidos trabalham ativamente para garantir a implementação do acordo e proteger a vida de todos os reféns ainda em cativeiro". Nenhuma nova data-limite foi divulgada para a fase atual.
Posição de Israel
O governo israelense, sob o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, tem mantido a posição de que qualquer acordo de longo prazo precisa garantir:
- A liberação de todos os reféns restantes — estimados em 59 pelo governo israelense, dos quais parte pode não estar mais viva
- A desarticulação permanente da capacidade militar do Hamas em Gaza
- A não reocupação de corredores estratégicos no território
O gabinete israelense ratificou a mais recente extensão do cessar-fogo por maioria de votos, conforme informações da Reuters.
Posição do Hamas
O Hamas, por meio de seu escritório político em Doha, Qatar, confirmou a adesão à prorrogação e afirmou estar "engajado nas negociações para avançar à próxima fase". O grupo mantém como condição central para qualquer acordo permanente a retirada completa das forças israelenses de Gaza e o fim do bloqueio.
Negociadores do Hamas sinalizaram, segundo a Al Jazeera, que a questão dos reféns e dos prisioneiros palestinos ainda detidos por Israel é o principal ponto de impasse para o avanço à Fase 2.
Situação Humanitária em Gaza
Durante o período de cessar-fogo, agências da ONU e organizações humanitárias internacionais têm intensificado a entrada de suprimentos em Gaza. O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA) registrou aumento no volume de caminhões com alimentos, medicamentos e materiais de construção cruzando os pontos de passagem autorizados.
A reconstrução de infraestrutura destruída — hospitais, escolas e sistemas de abastecimento de água — permanece limitada pela continuidade das restrições e pela ausência de um acordo político definitivo sobre o governo futuro de Gaza.
Os Mediadores e Suas Posições
Quatro países exercem papel ativo nas negociações:
- Estados Unidos: Papel de pressão sobre Israel e canal direto de comunicação com o Hamas via Qatar
- Qatar: Hospeda o escritório político do Hamas; atua como canal de transmissão de propostas entre as partes
- Egito: Controla o ponto de passagem de Rafah e exerce influência sobre questões territoriais e de segurança na fronteira
- Jordânia: Envolvida nas discussões sobre corredores humanitários e questões relacionadas à Cisjordânia
O Que Vem a Seguir
As negociações para a Fase 2 do acordo permanecem em andamento. Segundo comunicados oficiais dos mediadores, os principais pontos em aberto são:
- O destino dos reféns restantes em Gaza
- A questão do controle territorial e da governança de Gaza após o conflito
- A quantidade e os critérios de seleção dos prisioneiros palestinos a serem liberados por Israel
- O cronograma e as condições de uma eventual retirada militar israelense
Não há data confirmada para a conclusão das negociações de Fase 2. As partes seguem em conversas em Doha, capital do Qatar, com participação dos enviados americanos.
Esta matéria é de caráter estritamente informativo. O O Negócio Play apresenta os fatos documentados em fontes oficiais e veículos de referência internacional, sem emitir posicionamento político ou opiniões sobre as partes envolvidas no conflito.

